Na conferência de abertura e lançamento do Observatório do SUS/ENSP-Fiocruz, realizada em 10 de julho de 2023, o médico sanitarista Gastão Wagner contextualiza questões atuais que ameaçam e que são oportunidades ao SUS. Dentre os desafios, o pesquisador e professor da Unicamp aponta o orçamento como alvo de grupos neoliberais radicais e disputado por outras políticas sociais. Por outro lado, ressalta a importância do movimento sanitário e a capacidade de indução política e econômica do Ministério da Saúde que pode, inclusive, avançar para questões do campo progressista. 

“Quando Sérgio Arouca fala em papel civilizatório do SUS, parte é direito, democracia, acesso, a outra parte é criar um padrão de sociabilidade antirracista, antimachista, pró meio-ambiente e desenvolvimento econômico, junto com a educação”.   

Gastão aborda estratégias para políticas nacionais no campo da APS, Rede com Articulação Regional, Política de Gestão de Pessoal e Controle Social.  

“Vamos ter uma dialética de descentralização e nacionalização diferente, que fique com as duas coisas. Estou propondo que a gente tenha diretrizes de carreira nacionais, entre elas concurso público, multiprofissionalidade, que vamos negociando ao longo do tempo. E que a gestão continue descentralizada, via autarquia”. 

Confira!


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