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Manaus aposta em inteligência de dados para fortalecer a gestão e o cuidado no SUS

Por Observatório do SUS

Está no ar o primeiro episódio da série “Uso de Tecnologias Digitais no SUS: experiências e lições aprendidas”, que reúne entrevistas com gestoras e gestores municipais e apresenta experiências concretas de saúde digital no SUS, em municípios das cinco macrorregiões brasileiras. 

No episódio de estreia, a série destaca a experiência de Manaus (AM) em entrevista com Sanay Souza, diretora do Departamento de Inteligência de Dados da Secretaria Municipal de Saúde.  

A conversa aborda como a estruturação de uma diretoria voltada à inteligência de dados e o desenvolvimento de soluções digitais têm apoiado a tomada de decisão em tempo oportuno, qualificado a gestão e contribuído para a organização do cuidado no SUS em Manaus. 

Uma diretoria voltada à inteligência de dados  

Ao longo da entrevista, a experiência de digitalização em saúde desenvolvida em Manaus é apresentada a partir da criação de uma inteligência de dados no âmbito da Secretaria Municipal de Saúde. O episódio detalha a estruturação da Diretoria de Inteligência de Dados (DID) e sua inserção como setor estratégico diretamente vinculado à alta gestão, com atribuições de coletar, processar, analisar e entregar informações tanto para a gestão quanto para a ponta assistencial. 

Na conversa, Sanay destaca a composição de equipes com profissionais de tecnologia e de saúde, a integração entre gestão e serviços por meio da devolutiva das informações e as ações de capacitação em saúde digital, especialmente voltadas aos profissionais da Atenção Primária, como agentes comunitários de saúde, com foco na qualificação do registro e no uso da informação no cotidiano do trabalho. 

O episódio reúne, ainda, as principais experiências desenvolvidas no município, incluindo o ITB, sistema de gestão do cuidado de pessoas em tratamento de tuberculose; o Sistema Águia, voltado à integração de múltiplas bases de dados para identificação de pendências no cuidado; o uso de dados individualizados e da inteligência geográfica na organização dos serviços; as iniciativas de telessaúde; e o desenvolvimento de um portfólio próprio de sistemas utilizados pela gestão e pela ponta. As experiências abrangem áreas urbanas, rurais e ribeirinhas e são sustentadas por governança pública, segurança da informação e conformidade com a LGPD, com foco no fortalecimento da Atenção Primária e da capacidade de gestão do SUS no território. 

Nesse contexto, o uso dos dados do SUS aparece como base para a gestão do sistema de saúde e para a gestão do cuidado, com ênfase na integração, no processamento e na análise das informações para apoiar a tomada de decisão da gestão e a organização dos serviços. O uso estratégico dos dados é apresentado como elemento central para qualificar a oferta de serviços, melhorar a experiência dos profissionais de saúde e orientar decisões em tempo oportuno. 

Confira a entrevista completa

A série é uma realização do Observatório do SUS (ENSP/Fiocruz), em parceria com o projeto “Implicações das Tecnologias Digitais nos Sistemas e Serviços de Saúde”, da Estratégia Fiocruz para a Agenda 2030, vinculada à Presidência da Fiocruz por meio da Iniciativa Saúde Amanhã. 

As análises, avaliações e opiniões apresentadas são de responsabilidade exclusiva dos entrevistados e não expressam, necessariamente, a posição do Observatório do SUS (ENSP/Fiocruz) ou das instituições parceiras. 

A produção da série conta com recursos de emenda parlamentar da deputada federal Talíria Petrone.

Por Júlia da Matta e Gustavo Soibelman


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